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Transtorno da Personalidade Borderline

Atualizado: 15 de jul. de 2022

O que são Transtornos de Personalidade?


Os transtornos de personalidade são padrões persistentes e generalizados na maneira do indivíduo:

  • ​Pensar

  • ​Perceber

  • ​Reagir

  • ​Se relacionar

Causando sofrimento intenso, prejudicando a sua capacidade funcional.



No caso do Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) verifica-se no indivíduo ações impulsivas, instabilidade no humor, mínima capacidade de planejamento e acessos de raiva geralmente impossíveis de controlar.


As pessoas com TPB, experenciam instabilidade na auto-imagem, no humor e nas relações interpessoais, além de uma impulsividade acentuada que são marcadas por várias das seguintes caraterísticas:


1 - Medo intenso de abandono: está presente em todas as relações, sejam relações superficiais ou com algum tempo de duração. Teme ser deixado (a) e a todo momento tenta se “proteger” desse possível abandono seja real ou imaginado.


2 - Vivem em extremos de idealização e desvalorização: É aquela pessoa que logo no início de um relacionamento, faz exigências em que o outro fique durante longos tempos juntos, partilhando os detalhes pessoais mais íntimos. E depois de algum tempo, fantasia que a outra pessoa não está se importando o suficiente e não está retribuindo de acordo com o esperado, pois eles costumam dar tudo de si aos seus pares, porém com a expectativa que esses estarão ali quando solicitados, como se fizessem as coisas esperando algo em troca. Mudam constantemente de forma dramática como enxergam o outro, que em alguns momentos são pessoas boas em outras, cruéis. Aquela ralação de amor e ódio!


3 - Experimentam mudanças repentinas e dramáticas na autoimagem, compreendendo opiniões, valores, objetivos de vida, identidade sexual, tipos de amigos, além de inconstância na escolha profissional.

4 - Impulsividade em pelo menos duas áreas potencialmente autodestrutivas: apostas, gastos de dinheiro de forma irresponsável, alimentação compulsiva, abuso de substâncias, envolvimento em sexo desprotegido e até direção imprudente.


5 - Apresentam recorrência de comportamento, gestos ou ameaças suicidas ou de comportamento de automutilação. Esses atos autodestrutivos geralmente surgem por ameaças de separação ou rejeição ou por expectativas de que o indivíduo assuma maiores responsabilidades. A automutilação pode ocorrer durante experiências dissociativas e com frequência traz alívio por reafirmar a capacidade do indivíduo de sentir ou como auto-punição para expurgar a sensação de ser uma pessoa má.


6 - Possuem frequente instabilidade afetiva devido a uma intensa reatividade de humor: irritabilidade ou ansiedade intensa com duração geralmente de poucas horas e apenas raramente de mais de alguns dias.


7 - Sentimentos crônicos de vazio: Vivem procurando em coisas ou pessoas, algo que dê ao menos um sensação de preenchimento.


8 - Raiva intensa e inapropriada ( inclusive diante de separações de curto prazo ou até mesmo quando ocorrem mudanças inevitáveis de planos) ou dificuldade em regular. A pessoa demonstra muita irritação, discussões e brigas físicas recorrentes com comportamento de sarcasmo. Essas explosões emocionais, costumam aparecer seguidas por vergonha e culpa, contribuindo para o sentimento de que o border é uma pessoa má.


9 - Ideação paranoide breve devido a estresse ou sintomas dissociativos intensos. A paranoia as vezes é bem presente no TPB. O border desconfia dos outros e supõem que pretendem explorá-los, prejudicá-los ou enganá-los, mesmo quando eles não têm justificativa suficiente para esses sentimentos e mesmo sem evidências decidem manter suas suspeitas.

São muito preocupados quanto a potenciais insultos, ofensas, ameaças e deslealdade e procuram significados ocultos em observações e ações dos seus pares (“fulano fez isso, por que tinha tal intenção”).



De acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais - DSM-5 é necessário ter um histórico de relacionamentos, autoimagem e humor instáveis, além de comportamentos impulsivos por, no mínimo, cinco dos itens mostrados acima.

Claro que não se deve atribuir auto diagnóstico. Entretanto, se você se identificou com algumas características citadas acima, procure um profissional de saúde para iniciar o tratamento individualizado e qualificado, através de psicoterapia, onde o Psicólogo caso necessário, realizará os devidos encaminhamentos.


Então não desanime!

Com o tratamento apropriado, muitas pessoas com esse transtorno, através das técnicas comportamentais melhoram com o tempo e podem aprender a viver uma vida satisfatória!







Tathiane Oliveira - Psicóloga Clínica - CRP- 02/20894


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© 2023 por Tathiane Oliveira

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