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Tratamentos
01.
Depressão
A tristeza é uma emoção básica e todos nós experimentamos ao longo da vida. Podemos sentir triste ou deprimidos, com a perda de um ente-querido, o fim de um relacionamento, demissão de um emprego, doenças graves etc. Entretanto, esses sentimentos têm um curto período. Quando essa tristeza se torna persiste e intensa por um maior período, pode ser que estamos lidando com transtornos do humor, como transtorno depressivo maior.
A depressão é um transtorno de humor que causa um sentimento persistente de tristeza e perda de interesse, pelas coisas que antes eram prazerosas para o indivíduo. As atividades rotineiras tornam-se quase impossíveis e um sentimento constante que a vida não vale a pena ser vivida.
A Depressão afeta o modo como você:
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Sente
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Pensa
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Se comporta
É uma doença que vai muito além de uma crise de tristeza, não está relacionado a ser fraco (a) e ela não “passa” com o tempo se não fizer o tratamento adequado. A depressão pode exigir tratamento a longo prazo. Mas não desanime medicação, psicoterapia ou ambos.
O tratamento é feito com Psicoterapia e acompanhamento psiquiátrico. A terapia cognitivo comportamental, investiga o sistema de crenças que foi introjetado no individuo desde a infância até os dias atuais, que alimenta os pensamentos disfuncionais negativos e de desvalor disparadores da depressão. Através das variadas técnicas que promovem modificação desses pensamentos, auxilia positivamente o modo de sentir e vai alterando de forma gradativa até que se tornem funcionais, permitindo ao indivíduo uma melhor qualidade de vida. Sendo assim não desanime! A maioria das pessoas com depressão se sente melhor com tratamento apropriado.
Caso tenha se identificado, busque ajuda profissional
02.
Ansiedade
Os diversos quadros ansiosos se trata de uma resposta aos nossos conflitos internos, muitas vezes do nosso passado nas nossas relações do cotidiano e ao ambiente social que estamos inseridos. O indivíduo ansioso encontra-se frequentemente em sofrimento por uma situação que ainda não surgiu e que talvez nunca aconteça, vivenciando crises intensas e desesperadas. A ansiedade se apresenta como, preocupação, desconforto, nervosismo a várias situações do cotidiano. Todos nós experenciamos esse sentimento em alguns momentos da vida o que é natural que ocorra. Porém, quando passa a ser excessiva, sentida quase todos os dias, com vários temas envolvidos, trazendo prejuízos funcionais, já pode ser analisada através de um profissional como patológica.
A ansiedade está presente em vários transtornos psiquiátricos, incluindo o transtorno de ansiedade generalizada, a síndrome do pânico, fobias, TOC, entre outras. Mesmo apresentando diferenças pontuais entre si, os quadros ansiosos apresentam angústia e disfunção relacionadas à ansiedade e ao medo muitas vezes acompanhadas por sintomas físicos, como falta de ar, tontura, suor excessivo, batimento cardíaco acelerado, tremores, dormências em alguns membros, necessidade frequente de ir ao banheiro. Dessa forma, a rotina da pessoa fica prejudicada passando a evitar lugares, coisas e situações.
O tratamento é feito com Psicoterapia e em alguns casos, acompanhamento psiquiátrico. A terapia cognitivo comportamental, investiga o sistema de crenças que foi introjetado no individuo desde a infância até os dias atuais, que alimenta os pensamentos disfuncionais disparadores da ansiedade. Através de variadas técnicas que promove modificação desses pensamentos, o comportamento vai sendo também alterado de forma gradativa até que se torne funcional permitindo ao indivíduo uma melhor qualidade de vida.
03.
Transtorno Bipolar
O transtorno de humor é um estado em que funções psíquicas como o humor, emoções, sentimentos e afetos encontram-se alterados. No transtorno bipolar são experienciadas fases que transitam entre a depressão e a mania. Não existem congruências entre os estados de humor, eles podem oscilar copiosamente e não raras vezes independentemente do que acontece ao redor. Esses acontecimentos influenciam nem sempre previsivelmente. Exemplo: se ocorre morte de pessoas mais próximas que sejam, o esperado é que a tristeza seja parte desse indivíduo, mas o bipolar logo entra em estado eufórico, passa a ficar agitado, ou mesmo irritado, pois o estresse estimulou uma instabilidade na patologia. Essa transição súbita entre as fases de mania e depressão é chamada de virada de humor. Eles podem variar em dias, semanas ou meses havendo também fases de “normalidade”.
Durante o período de depressão, o indivíduo experimenta sensações de diminuição de energia, redução do sentimento de prazer, melancolia, desesperança, pensamentos pessimistas ou negativos que podem incluir a ideação suicida. Já nos episódios de mania há uma sensação ampliada de energia e poder, aceleração do pensamento, diminuição do sono. Ideias de grandiosidade, além de comportamentos extrovertidos e auto critica reduzida, podendo por exemplo resultar em gastos excessivos, comportamentos sexuais desinibidos entre outros atos irrefletidos. O estopim para uma crise, pode partir de circunstâncias tanto positivas quanto negativas, mas que gerem uma tensão suficiente para o desequilibro de uma pessoa com o transtorno, como por exemplo: perda de emprego, promoção no trabalho separação, casamento, entre outros. Se faz necessário um acompanhamento com equipe multidisciplinar, pois a intervenção perpassa por desafios, uma vez que a adesão ao tratamento encontra impasse, decorrente das frequentes discrepâncias entre os estados de humor, passando à resistência em relação ao plano de tratamento. Pois essas pessoas podem procurar auxílio na fase depressiva que a doença apresenta, mas logo quando salta para o outro polo que é a fase da mania, elas tendem a abandonar o tratamento. Nesse caso, familiares e amigos tem um papel fundamental na colaboração para continuidade do tratamento.
04.
Transtorno de Défcit de Atenção e Hiperatividade TDAH
O Transtorno de Défcit de Atenção e Hiperatividade é um transtorno do neurodesenvolvimento, ou seja, acontece no desenvolvimento inicial do cérebro.
Acomete crianças e na maioria das vezes acompanha o indivíduo no decorrer da vida, trazendo bastante prejuízo funcional.
É caracterizado por:
*Dificuldade de concentração
*Inquietação
*Hiperatividade
Algumas variações do TDAH:
*Tipo desatento
*Tipo impulsivo/hiperativo
*Tipo combinado
TÁ PENSANDO EM QUÊ?
“Eu escuto essa frase frequentemente das pessoas em meu convívio. É que divago na imensidão dos meus pensamentos em meio a conversas, tarefas, aulas ou no trabalho...
Fico constrangido em interromper frequentemente outras pessoas fazendo aqueles comentários sem filtros e logo vem a frase “não era para ter falado isso! E quando deixo as pessoas indignadas ao dominar a conversa? Quando venho perceber, 2 ou 3 pessoas já tem saído da roda de conversa à francesa.
Filas? Não importa onde: no banco, supermercado, restaurantes, simplesmente desisto pois não dou conta de esperar algum tempo mesmo sendo extremamente necessário.
Eu sou aquele que sempre come mais um pedaço de bolo, bebo mais um copo de bebida, não consigo usar freio quando algo é prazeroso para mim.
Quando algo não sai como esperado fico muito frustrado e isso é um tormento para mim
Minha atenção é bem prejudicada, não consigo me manter focado em algo por muito tempo (a não ser que seja do meu extremo interesse). Aliás, o tempo literalmente é algo que escorre das minhas mãos! Minha percepção temporal é distorcida, não tenho facilidade de prever como as pessoas típicas. Eu fico entediado com atividades monótonas e repetitivas e logo pulo de uma tarefa para outra sem concluir. O resultado? Várias tarefas inacabadas, sentimento de incapacidade, culpa e ansiedade. Tenho intensa dificuldade em entregar o que me é solicitado dentro do prazo. Sempre deixo para o dia anterior à entrega onde a angústia me consome.
Minhas ações raramente são pensadas, se tenho uma primeira ideia para a resolução de algo, nem penso em outras alternativas, mesmo entendendo que não é tão eficaz, mas é a menos trabalhosa e então lá vem o tal do temido retrabalho... e a roda gira outra vez... Eu não sei adiar gratificações mesmo se forem bem mais vantajosas que aquelas que são imediatas. Então não, não perderei essa festa por nada – “quando chegar eu concluo” e como sou impulsivo só penso mesmo é no agora, mesmo sabendo que sempre me prejudico com essa impulsividade. Tenho extrema dificuldade em controlar meus impulsos e regular minhas emoções.
Sou muito agitado e não sei fazer uma tarefa sem ficar me mexendo. O meu corpo tem necessidade de balançar, minhas mãos nunca estão vazias, meus pés batem em objetos. Ah, eu não sei ver as coisas apenas com os olhos! Tenho que tocar, investigar cada detalhe. Quando não tenho o azar de quebrar... é! sou muito desastrado e meu corpo não conhece seus próprios limites. Vivo batendo nos objetos, nos móveis e o que tiver pela minha frente
(ou não).
A verdade é que não sei relaxar! Sou inquieto, impaciente e sinto necessidade de estar sempre ocupado.”
Esqueço compromissos, datas importantes... meus relacionamentos são bem prejudicados, pois para o outro não me importo com ele.
Objetos, chaves, materiais de trabalho, perco sempre. Antes de sair de casa para algum compromisso (já atrasado) começa a saga de procurar coisas que preciso levar comigo.
Não me é estranho procurar o celular ou meus óculos na geladeira...
Minha vida é assim bagunçada e preciso buscar ajuda pois não suporto mais tanto estresse, ansiedade e angústia me consumindo todos os dias, além do insucesso nas relações, vida profissional e pessoal.
**Um relato de alguém com TDAH não tratado na vida adulta, com sérios prejuízos pessoais, acadêmicos, profissionais e afetivos.
Se identificou com alguns desses comportamentos? Entre em contato para marcar uma avaliação.
Tathiane Oliveira - Psicóloga Clínica - CRP- 02/20894
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